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Política

Declaração de Eduardo Leite é estratégica de marketing ou um grito de liberdade?

Desde que o Governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), declarou em rede nacional que é homossexual, que várias são as conclusões. Para alguns não passa de uma estratégia de marketing que o jovem e promissor político encontrou para romper a bolha de sua região e passar a ser conhecido nacionalmente. Devo aqui adiantar que isso ele conseguiu. Sobre sua apresentação para o País, não só os veículos de imprensa, mas os políticos aliados ou não, se encarregaram de fazer isso, quando lançaram postagens nas redes sociais o parabenizando pela inciativa e pela coragem de tornar público, algo tão íntimo e ainda alvo de preconceito. A propaganda tem sido boa e a mídia espontânea. O que se discute, portanto, é se esse seria o real objetivo das suas declarações ou se ele surfou na onda e resolveu se libertar, ou quem sabe até antecipar algo que poderia ser usado contra ele em sua possível futura candidatura a Presidente.

Oportunismo ou grito de liberdade, o que temos para hoje é que com essa postura, Eduardo Leite mexeu no tabuleiro político nacional, comprometendo inclusive o projeto do tucano João Dória que passa a ter um forte adversário nas prévias do PSDB.  Ainda me arrisco a dizer que Eduardo passa a ser, para alguns, a terceira via tão desejada por quem tenta se livrar da polarização Lula-Bolsonaro.

Ainda tem dois pontos que precisam ser lembrados. Primeiro; na política é preciso levar a sério o time (tempo). É seguro dizer que o Governador acertou no time. O Presidente Bolsonaro vive um momento de perca de imagem, onde sua principal bandeira; o combate a corrupção, está ameaçada, o que leva seu eleitorado menos radical a refletir sobre sua representatividade. É inegável que para os não alienados, nem radicais, o momento é mesmo de falta de representatividade. Segundo; hoje três principais causas mobilizam o País; o racismo, a homofobia e a violência contra a mulher. A população LGBTQIA+, anti-Bolsonaro e não defensora do Lulopetismo, passa a ter um legítimo representante para a Presidência, o que quebraria a polarização entre Lula e Bolsonaro.

Agora é esperar para ver se o fogo é de palha ou não, e aguardar para ver no que tudo isso vai dar.

Trajetória política

Em 2004, aos 19 anos, Eduardo Leite se candidatou a vereador em Pelotas-RS, ficando na suplência, voltando a disputar as eleições de 2008, quando ganhou para vereador, chegando a ser Presidente da Câmara. Nas eleições de 2012, elegeu-se prefeito de Pelotas, aos 27 anos, com 110 mil votos. Mesmo com uma expressiva aprovação do seu mandato, defendendo sua ideologia, ele não quis disputar as eleições de 2016, elegendo sua vice.

Em 2018, Eduardo Leite elegeu-se para comandar o Rio Grande do Sul aos 33 anos. Foi o governador eleito mais jovem da história gaúcha, com 53,62% (3.128.317 votos)

Saiba mais sobre o Político Eduardo Leite em: https://www.gazetadopovo.com.br/republica/eduardo-leite-perfil-psdb-presidencia-2022/

Por Júnior Campos