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Política

Novos Gestores, Velhas Práticas

No Brasil, de uma maneira mais específica nas pequenas cidades do interior nordestino, ainda existe a  prática da “Velha Política Oligárquica”     (apesar de assim não ser mais denominada) realizada nos séculos passados.

 

São famílias rivais que se revezam no poder ao longo dos anos. Pais que elegem filhos, que elegem seus sucessores para os mais variados cargos, comandando o cenário da política regional e dificultando a ascensão de pessoas fora desse ciclo, o  que de certa maneira ainda remete à antigas condutas coronelistas tão maléficas ao processo democrático.

 

Nesses últimos tempos temos visto algumas mudanças no cenário político local, novos gestores surgiram e conseguiram chegar ao poder alegando trazerem a “nova política”, sem perseguições, sem nepotismo, com propostas como geração de emprego e renda, priorizando e ouvindo a coletividade com o objetivo de trazer o progresso e o desenvolvimento da comunidade de maneira democrática e com o foco ao cidadão.

 

Mas e na prática? Como estão os governos desses gestores? Suas ações? Seus comportamentos com relação a plano de governo?

 

Tenho acompanhado alguns dos novos gestores e visto mais do mesmo, muito se prometeu e até agora o que foi observado foi a velha barganha de cargos em troca de apoio político, a perseguição política, o nepotismo, e outras velhas práticas tão conhecidas realizadas por seus adversários. A meritocracia ainda é muito escassa nesses governos que se denominaram representantes da chamada “Nova Política”.

 

O interessante é que a população de fato tem buscado eleger governantes que façam diferente, que gerenciem o município de uma maneira a realizar e promover a evolução da sociedade que  o escolheu para tão nobre tarefa. Isso gera uma frustração e decepção coletiva, pois o povo se sente traído e enganado, mas diferente de antes, mostra o seu descontentamento na próxima eleição.

 

É importante que os novos gestores, os quais ainda estão no início de seus mandatos busquem corrigir seus governos e promover as boas práticas republicanas, pois hoje,  nesses novos tempos onde a informação é acessada rapidamente e de maneira abundante, se faz mister que os agora gestores desmontem o palanque político e reconheçam a importância real de seu papel enquanto representante de uma sociedade, realizando o que se propuseram a fazer, a “nova política”, trazendo resultados concretos e objetivos.

 

Júnior Felix